• Equipe Mulher da Palavra

Série: TEOLOGIA E FAMÍLIA. 1- Cuidado com a maldição!



Todos somos teólogos. De certa forma todos temos conceitos a respeito de Deus que interagem com os mais variados âmbitos de nossa vida. Entretanto, por conta da corrupção da natureza humana, essa apreensão em relação a Deus foi também corrompida (Rm 1.18ss). Daí faz-se necessária a revelação especial de Deus, as Escrituras, para que tenhamos uma teologia correta.

Em 2 Tm 3.5, Paulo menciona um grupo de pessoas na igreja de Éfeso, pastoreada por Timóteo, que possuía “aparência de religiosidade”. Estes, se intrometiam “pelas casas e conquistavam mulheres todas carregadas de pecados, dominadas por várias paixões” (2 Tm 3.6). Escrevendo a Tito, pastor de Creta, Paulo menciona a necessidade de fazer calar um grupo de pessoas na igreja que eram “insubordinados, meros faladores e enganadores, principalmente os da circuncisão” (Tt 1.10). No verso seguinte, Paulo diz que essas pessoas “motivados pela ganância, transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém”.

Sim, a teologia errada, distante da Palavra de Deus, traz muitos sofrimentos para nós e nossa família. Sendo assim, esta série tem como propósito elucidar aquelas teologias muito populares no Brasil que têm “transtornado casas inteiras”.

Vamos começar pela famigerada doutrina de maldição hereditária, conforme ensinada nos púlpitos neo-pentecostais brasileiros, a confrontando à luz das Escrituras.

Vamos dividir a nossa reflexão em cinco posts que estarão dispostos da seguinte forma:

1. O Conceito de Maldição Hereditária

A hereditariedade

Maldição em Objetos

Maldição em lugares

O Poder das Palavras

A feitiçaria

O que o Antigo Testamento diz a respeito de maldição?

A Maldição no Genesis e Deuteronômio

A Maldição nos Livros Proféticos

2. O conceito de Maldição nas culturas antigas

A Maldição e Satanás

3. O conceito de Maldição Hereditária e Espíritos Familiares

Espíritos familiares à luz das Escrituras

4. O conceito de Maldição Hereditária e Árvore Genealógica

A Bíblia nos orienta a fazer uma árvore genealógica da nossa família?

Cuidado com a maldição!

O Conceito de Maldição Hereditária

Tempos atrás uma senhora me procurou querendo aconselhamento. Seu problema é que não se entendia mais com seu marido. Há algum tempo só havia discórdias em casa. Eram brigas sucessivas. Ela estava cansada e desnorteada. Perguntei se ela tinha alguma ideia do porquê de aquilo estar acontecendo. A resposta me surpreendeu! Ela disse que desconfiava que era um frasco de pimenta que ganhou de sua sogra. “Pastor, desde que coloquei aquele frasco na sala, não nos entendemos mais. Ele é amaldiçoado. Tem maus espíritos que têm trazido desavença para nossa casa”, sentenciou aquela senhora. Para ela, a fonte de todos as desavenças com seu marido era aquele pequeno vidro de pimenta que estava supostamente amaldiçoado!  Que teologia é essa? De onde vem? Quem ensina? Tem fundamentação nas Escrituras? Essas e outras questões vamos procurar esclarecer aqui. A Teologia dessa senhora têm sido amplamente ensinada no Brasil: chama-se “Quebra de Maldição”, ou “Maldição Hereditária”. Os mestres desse ensino são: Peter Wagner, Kenneth Hagin , Kenneth Copeland e outros. Aqui no Brasil os mestres desta doutrina são: Robson Rodovalho, Neuza Itioka, Vanice Milhomens, Jorge Linhares, Missão Evangélica Shekinah, Igreja Verbo da Vida, Escola Integral de Formação de Libertadores (EIFOL), entre outros.

De acordo com os mestres da doutrina de maldição hereditária, “maldição” é qualquer sofrimento (mortes prematuras na família, contínuo dividendo financeiro, abortos constantes, separações conjugais, etc.) que aflige as pessoas, ou lugares, ocasionado por “pragas” lançadas por meio de palavras, ou pecados cometidos pelas pessoas ou lugares. Estas aflições repetem-se ao longo da descendência do indivíduo, ou lugar, pela gerência de espíritos maus. Assim, no futuro, será praticado o mesmo pecado que foi praticado no passado e haverá os mesmos sofrimentos que houveram no passado.

De acordo com o curso Rhema, da Igreja Verbo da Vida, a morte espiritual, bem como a enfermidade e a pobreza, advém da maldição oriunda da quebra da lei:

“Além da maior consequência – a morte espiritual, que é a verdadeira fonte de todas as outras mazelas que afligem o homem – a “maldição da Lei” prevê as enfermidades, e a ruína do homem sem Deus na área financeira – a sua miséria e fracasso”[1].

A consequência desse pensamento é que “em Cristo somos redimidos da pobreza”[2] e “redimidos da enfermidade”[3]. Daí a dificuldade dessa igreja de aceitar crentes pobres e enfermos. Aos crentes enfermos diz-se que existem barreiras que impedem a cura[4]:

· Ignorância acerca do que a Palavra de Deus diz sobre a cura;

· Duvidar da Palavra de Deus;

· Pecados não confessados;

· A falta de perseverança na Palavra de Deus, antes ou depois da manifestação da cura;

· A inobservância das leis naturais;

· Falta de perdão e amargura no coração;

· A falta de fé, ou a fé colocada nos sintomas ao invés de coloca-la na Palavra de Deus;

· Palavras negativas, fofocas ou críticas destrutivas

Rebecca Brown alerta sobre a maldição da seguinte maneira:

“Muitos cristãos freqüentam a igreja com regularidade e es­forçam-se de todo o coração para terem uma vida piedosa. Entre­tanto, a despeito de todos os seus melhores esforços, tudo parece não dar certo. Não importa quanto se esforcem, ou quanto aconselhamento recebam, parece que nada funciona.”[5]

Neuza Itioka, por sua vez, cita alguns casos que são tidos como maldição:

“Sinais possíveis de maldições na Família: repetidas depressões emocionais, repetidas doenças crônicas, repetidos abortos, repetidos divórcios e separações, repetidos alcoolismo, incapacidade de se engravidar, contínua falta financeira, repetidas mortes prematuras, repetidas infidelidades, imoralidades e perversidades sexuais, predisposição para desastre, maldição de guerra.”[6]

A hereditariedade

De acordo com esse pensamento, a maldição pode ser hereditária; i, é, os sofrimentos acometidos pela maldição podem passar de pai para filho. “Elas podem ser herdadas […] Passadas de geração a geração.”[7] Assim, más ações dos antepassados podem ter um efeito mortal em nossas vidas. “Existe uma transmissão de heranças espirituais das gerações passadas, para nós.”[8]

Não somente os sofrimentos, mas também os pecados podem ser transmitidos. Desta maneira, se uma mulher é prostituta, sua filha também, e, sua neta, tem tendências imorais, com certeza há uma maldição nesta família que está sendo passada de pai para filho.

Vários exemplos são citados para ilustrar esta ideia. As constantes guerras entre tribos no continente africano é um desses exemplos. Segundo a doutrina de maldição hereditária, as guerras na África seriam conseqüências de pecados de adoração a demônios, ódio e massacres entre as tribos, cometidos por seus antepassados.

Assim, “cada tribo é governada por um determinado demônio”[9] que se encarrega que as tribos cometam os mesmos pecados e sofram as mesmas aflições de seu antepassados. Até mesmo na América ocorre violência entre gangues. Esta violência entre as gangues é ocasionada porque elas são compostas de negros que são alvo da maldição de seus antepassados africanos.

Desta forma, faz-se necessário reconhecer o pecado cometido pelos antepassados e confessá-los a Deus. Para apoiar esta idéia usa-se uma série de textos bíblicos (principalmente vetero-testamentários) onde mostram que “toda vez que houve um avivamento em Israel, a primeira coisa que aconteceu na nação dos hebreus foi a confissão da iniquidade de seus antepassados”[10]. Dentre estes textos pode-se citar Neemias que incitou o povo a confessar os pecados de seus pais (Ne 9:1-3); Daniel que confessou os pecados de seus antepassados (Dn 9:16-17) e Esdras, que de semelhante forma, confessou os pecados de gerações passadas ( Ed 9:7).

Maldição em Objetos

De acordo com os mestres da doutrina de maldição hereditária, os objetos podem ser amaldiçoados. Isso significa que eles podem estar sob influência demoníaca ou, até mesmo, demonizados. Estando assim, estes objetos teriam o poder de influenciar negativamente o local ao seu redor e às pessoas envolvidas com ele. A simples presença desses objetos malditos em algum lugar, ou o seu uso, ou, até mesmo, um simples toque, pode acarretar em muito sofrimento para o indivíduo. Desta forma, faz-se necessário todo um cuidado com os pertences que há em casa, como também com aqueles que vai-se adquirir; por isso, “vasculhe a sua casa. Será que você tem estatuetas de entidades demoníacas em sua casa? […] fique atento, porque muitos dos brinquedos infantis na verdade são estatuetas de demônios.”[11]

Estes objetos, geralmente, são pertencentes ao rito do culto afro, estatuetas e suvenirs indígenas, símbolos de outras religiões ou brinquedos infantis. Para respaldar esta ideia, são citados vários versículos bíblicos como Lv 5:2; Ez 44:23; Nm 16:26; Dt 7:25-26; 2 Co 6:17.

Jorge Linhares, em seu livro Bênção e Maldição, expressa seu pensamento sobre o assunto da seguinte forma:

“Precisamos verificar se não temos permitido adentrar em nosso lar objetos que são por natureza amaldiçoados — objetos que temos de lançar fora e de preferência quei­mar ou destruir.

• Imagens de escultura ou ídolos. Deus proibiu termi­nantemente que tenhamos por objeto de culto qualquer imagem à semelhança de homem, de nada que existe nos céus, na terra, nem nas águas debaixo da terra; imagem, quadros ou gravura de santos, esculturas de Buda, etc. (Êx: 20.2,3).

• Objetos usados ou levados a centro espírita e terrei­ros de macumba para serem benzidos: lenços, roupas ín­timas, garrafas com chá, patuás, correntes, braceletes, fi­gas, pedras, amuletos em geral.

• Objetos de práticas ocultistas: baralho, cartas de tarô, horóscopo, búzios, roda de numerologia, pirâmides, duen­des.

• Quadros ou objetos artesanais, de origem desconhe­cida, e que transmitem mensagem deprimente, de pavor, de tristeza. As vezes pensamos que estamos lidando ape­nas com peças de artesanato, quando na verdade são sím­bolos de cultos ou cerimoniais pagãos.”[12]

Rebecca Brown concorda com Jorge Linhares e fala algo semelhante:

“Qualquer objeto que foi feito para uso no culto a Satanás é amaldiçoado e não pode ser purificado. Tem que ser destruído. Exemplos de coisas assim são ídolos, estátuas de santos e entida­des, e joias com símbolos ocultistas. Cerca de metade das lem­branças de turismo encontradas nas lojas em todo o mundo são objetos amaldiçoados. Por quê? Porque com frequência são arti­gos pertencentes à cultura local que geralmente têm envolvimento com algum tipo de culto a demônios. Você já viajou para o exterior e trouxe para casa imagens esculpidas de entidades, como souvenirs? Em muitas igrejas por onde passei, a primeira coisa que vi ao entrar no gabinete pastoral foi um conjunto de lembranças trazidas de suas viagens ao exteri­or, e de suas viagens missionárias. Muito frequentemente tais “lem­branças” incluíam estátuas de deuses demoníacos! Essas coisas tra­zem uma maldição para a vida do pastor e para a igreja.”[13]

Ainda argumentando sobre o conceito de maldição em objetos, Rebecca conta sua experiência com os artefatos do rei egípcio Tutancâmon. De acordo com Rebecca, em seu tempo como estudante de medicina, foi a uma exposição, realizada em seu país, dos objetos escavados do túmulo do Rei Tutancâmon do Egito. De corrente desta visita aos artefatos, Rebecca ficou muito doente por treze anos. Depois de muito sofrimento, chegou à conclusão que suas enfermidades foram consequência de sua exposição aos objetos amaldiçoados de Tuntancâmon.

Maldição em lugares

Os mestres da doutrina de maldição hereditária acreditam que não só objetos podem ser amaldiçoados mas, também, que lugares podem sê-lo. De acordo com estes mestres, casas, vilarejos, bairros, cidades, nações inteiras e, até mesmo, igrejas podem ser vítimas de maldição, acarretando aos seus moradores sofrimentos crônicos de miséria, pobreza, adultério, mortes prematuras, etc.

Jorge Linhares, ensinando sobre isso, diz que as “cidades também podem estar amaldiçoadas; portanto, tudo o que há nelas – o povo, o solo, hospitais, fábricas, etc. – está sob maldição.”[14]

Rebecca Brown também fala do assunto:

“Uma terra e uma propriedade podem tornar-se amaldiçoadas por diversas razões. A primeira delas pode ser porque alguém, a serviço de Satanás, lançou uma específica maldição sobre uma de­terminada área. Muitas terras nos Estados Unidos acham-se amal­diçoadas pelos índios americanos. Um exemplo disso é a região do desfiladeiro do rio Colúmbia, na fronteira dos estados de Oregon e Washington. Os dois lados do rio Colúmbia estão pontilhados por uma série de pequenas cidades. Nessas cidades há muitas igrejas que são pequenas e derrotadas. Nunca ocorreu um avivamento ou um movimento maior do Espírito Santo naquela região. A segunda maneira pela qual propriedades podem estar amal­diçoadas para os cristãos é por terem sido dedicadas ao serviço de Satanás e de espíritos demoníacos. Todo cristão que venha à pro­priedade para nela viver é oprimido por espíritos demoníacos resi­dentes no local, e é amaldiçoado por esses demônios. Finalmente, determinadas propriedades  às vezes têm uma maldição em si por causa dos pecados dos antigos proprietários e residentes. Os espíritos demoníacos tomam residência na proprie­dade pelo pecado das pessoas que a possuem ou que moram nela. Uma outra pessoa que depois vem morar no local ficará sob opres­são por aqueles demônios (por suas maldições), a menos que a propriedade seja purificada.

O Poder das Palavras

Nos tempos do Velho Testamento, era comum entre as nações fetichistas, a crença em espíritos bons e maus que preenchiam toda a atmosfera. Estes espíritos poderiam ser manipulados para o bem ou para o mal através da magia. Esta magia era efetivada por ritos que incluíam sacrifícios e, também, palavras. Considerava-se que estas palavras “mágicas” tinham um poder em si mesmo para realizar o fim no qual foi proferida. Assim, vê-se Balaque pedindo para Balaão proferir um fórmula de maldição que provocasse a ruína de Israel ( Nm 22), como, também, Golias, esconjurando a Davi ( 1 Sm 17).

Da mesma forma, a doutrina de Maldição hereditária têm ensinado que as palavras proferidas pelo indivíduo têm o poder de trazer, a ele mesmo ou a outros, bênção ou maldição. Assim, o indivíduo deve prestar mais atenção no que diz, principalmente nas palavras negativas como: “você é um burro, não sabe fazer nada”, etc. Estas palavras são respaldadas por espíritos maus (demônios) que fazem com que se realizem.

Jorge Linhares fala sobre o assunto da forma como se segue:

“Maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado. Na maioria das vezes não temos cons­ciência de estar passando-lhe essa autorização; em geral o fazemos mediante prognósticos negativos, o que é po­pularmente conhecido como “rogar praga”. E um dizer profético negativo sobre alguém. A maldição é a prova mais contundente do poder que têm as palavras. Prognósticos negativos são responsáveis por desvios sensíveis no curso de vida de muitas pessoas, levando-as a viver completamente fora dos propósitos de Deus. As pragas se cumprem.”[15]

Kenneth Copeland, falando sobre o poder da palavra de trazer maldição, diz o seguinte:

“A língua de vocês é o fator decisivo na sua vida. Vocês podem controlar Satanás aprendendo a controlar a própria língua. Vocês têm sido condicionados, desde o nasci­mento, a falar palavras negativas, carregadas de sentimentos de morte. Inconscientemente, em sua conversação diária, vocês usam palavras que se referem a morte, enfermidade, ausência, te­mor, dúvida e incredulidade: Quase morri de susto! Estou morrendo de vontade de fazer isso ou aquilo. Pensei que ia morrer de tanto rir. Ainda morro disso! Isso me deixa doente! Essa confusão está acabando comigo. Acho que vou pegar um resfriado. Não aguento mais isso. Du­vido que… Quando proferem essas palavras vocês nem suspeitam do que acontece, mas estão trazendo sobre si mesmos forças negativas e brasas incandescentes… Suas palavras liberam os poderes de Satanás.”[16]

A Missão Shekinah também fala sobre isso da seguinte forma:

“Há poder em nossas palavras, para morte e para vida. Toda palavra que sai de nossa boca, é usada ou por satanás ou pelo Espírito Santo. Não há palavra perdida. Toda palavra torpe ou maldita é usada por Satanás para transformá-la em produto contra nós, ou contra quem pronunciamos. Toda palavra de benção é usada pelo Espírito Santo de Deus, para transformá-la em produto para abençoar nossas vidas, ou de quem abençoamos. Quantas vezes, apesar do Espírito Santo morar em seu interior, você usou a sua boca e lançou palavras. Talvez até em momentos de ira, nervosismo, e estas palavras estão ecoando até hoje como maldição: Contra você mesmo : “Eu não presto para nada”, “Eu sou gorda demais”; “Contra seu marido/esposa: “Você não presta”, “Você nunca será alguém na vida”; Contra seu salário : “Esta micharia de novo”, “Este mês não vai dar”; Contra seus filhos: “Você é burro”, “Você é preguiçoso”, “Você é rebelde”, “Você é igual ao seu pai ( mãe)”- pejorativamente, “Você é uma prostituta”. Às vezes recebemos palavras de maldição de nossos pais, irmãos, pessoas, etc. Temos autoridade no Nome de Jesus, para cancelar toda palavra de maldição, toda sentença laçada contra nós.”[17]

A feitiçaria

Magia é “a exploração de poderes miraculosos ou ocultos, por métodos cuidadosamente especificados para atingir finalidades que doutro modo não podiam ser alcançadas.”[18]Esta magia envolve rituais que visam manipular os espíritos bons e maus para fazer, respectivamente, o bem e o mau a um determinado indivíduo ou lugar.

A doutrina de maldição hereditária crê que maldições podem ser lançadas, com sucesso, às pessoas (inclusive cristãs) e lugares, através de rituais de Feitiçaria, Magia Negra, Vodu, Umbanda, Candomblé e outros. Rebecca Brown comenta sobre isso:

“Pessoas envolvidas no ocultismo freqüentemente se voltam contra os cristãos. Eles têm que realizar vários rituais, ou ‘trabalhos’, para fazer com que os demônios realizem as tarefas que eles desejam.”[19]

Para melhor compreensão faz-se necessário ver alguns destes rituais. Um ritual muito interessante são os desenhos. Crê-se que existem determinados desenhos – feitos em muros, casas, igrejas, empresas, etc. -, de procedência ocultista, que são alojamento de demônios “observadores”. Então, estes demônios teriam a função de observar a região em redor e impor sofrimentos a quem ele foi destinado. Para quebrar esta maldição fa-ze necessário ungir com óleo o desenho e, em seguida, apagá-lo do local em que foi desenhado.

Um outro ritual usado para lançar maldições é o uso de objetos pessoais. Nesse ritual, o feiticeiro utiliza um objeto pessoal para realizar seu agouro à pessoa objeto.

Alguns, comumente usados, são as “fotos, fios de cabelo, pedaços de unha e roupas da pessoa. Essas coisas são usadas como marcadores. O espírito demoníaco envolvido com tais rituais exige essas coisas para que possa identificar a pessoa a quem ele está sendo enviado para afligir.”[20] Para quebrar esta maldição, faz-se necessário pedir para Deus destruir o objeto que está de posse do feiticeiro e, em seguida, expelir todos os demônios oriundos desta maldição.

A maldição pode ser lançada, também, através de animais ou bichinhos de estimação e presentes recebidos. Neste caso, o feiticeiro pode lançar uma maldição sobre o animal da pessoa ou colocar um feitiço em um objeto e presentear a pessoa com este objeto. Em ambos os casos, a consequência são infortúnios para a pessoa objeto. Nestes dois casos, a maldição é desfeita através da unção com o óleo.

O que o Antigo Testamento diz a respeito de maldição?

Existem quatro palavras hebraicas que geralmente são traduzidas como maldição. São elas: ‘arar, ‘alâ, qälal e qäbab.

‘arar – אָר֤וּ

 A palavra hebraica אָר֤וּ (arar) é um verbo que tem como raiz ‘-r-r. Citando Brichto, o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento diz que ‘arar vem da palavra acadiana aräru que tem o sentido de “capturar, prender”. Segundo o Dicionário, ‘arar significa, portanto, “prender (por encantamento), cercar com obstáculos, deixar sem forças para resistir”[21]. O sentido é de banimento ou estado de inexistência de Bênçãos.

Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento[22], quando a palavra ‘arar é usada, ela está envolvendo três categorias gerais:

(1) Declaração de punição ( Gn 3:14,17);

(2) proferir de ameaças ( Jr 11:3; 17:5; Ml 1:14);

(3) proclamação de leis ( Dt 27:15-26; 28:16-19).

Assim sendo, todas estas categorias envolvem a conseqüência da quebra do relacionamento de alguém com Deus, i. é, o estado a que se chegou por ter quebrado a aliança, um estado de separação, de banimento.

‘älâ – הָ·אָלָה֒

Esta palavra é usada 35 vezes no Antigo Testamento. É um substantivo usado para expressar o juramento solene entre os homens (Gn 24:41; 26:28) e entre Deus e os homens ( Nm 5:21 e ss; Jz 17:2; 1 Rs 8:31).

A palavra derivada ta’älâ tem o sentido de “punição para um juramento quebrado”. Ela ocorre somente uma vez no Antigo Testamento: “Tu lhe darás cegueira de coração, a tua maldição imporás sobre eles.” (Lm 3:65).

Qälal – וָ·אֲקַֽלְלֵ֔·ם

Esta palavra é usada 42 vezes no Antigo Testamento. Significa “ser sem importância, insignificante, coisa pouco valorizada”. A raiz desta palavra, q-l-l, ocorre 130 vezes e exprime a ideia de desejar a outra pessoa uma posição inferior. Em Ne 13:25, vê-se Neemias pronunciando uma qälal, i, é, uma fórmula de maldição.

Qelälä é o substantivo derivado de qälal.. A ênfase dada neste substantivo exprime a idéia de ausência de um estado abençoado e o rebaixamento a um estado inferior. Ou seja, a fórmula de maldição seria a expressão do estado de maldição. É a idéia (pensamento) da posição de insignificância. Esta palavra representa o estado descrito e possível (Dt 11:26; 30:19), enquanto que ‘arar é o próprio estado a que se chegou.

O Dicionário internacional de Teologia do Antigo Testamento, tratando sobre isso, comenta da seguinte forma:

“Os pagãos achavam que os homens eram capazes de manipular os deuses. É por isso que Golias amaldiçoou Davi (1 Sm 17:43) e Balaão foi chamado a amaldiçoar Israel (Nm 22:6). Entretanto a maldição infundada não possui efeito algum (Pv 26:2). Somente as fórmulas divinas (de Bênção e maldição) são eficazes ( Sl 37:22). Conforme Deus disse a Abraão, “os que te amaldiçoarem [ qälal ]” (i. é, pronunciarem uma fórmula) “[ eu os] amaldiçoarei [‘arar]” (i. é, eu os porei na posição de vergonha que te desejarem). Amaldiçoar o profeta de Deus eqüivalia a atacar o próprio Deus e a trazer sobre si o juízo divino, como foi o caso com os rapazes que difamaram (cf. qälas) Eliseu e foram por este amaldiçoados (qälal, 2 Rs 2:24)”[23].

Qäbab – קַבֹּ֖·ה

Uma outra palavra traduzida como maldição é qäbab. Esta palavra ocorre 15 vezes no Velho Testamento. Ela exprime a ideia de pronunciar uma fórmula com o propósito de trazer malefícios ao seu alvo. A ênfase desta palavra é o poder inerente às palavras para provocarem o mal desejado. Ela aparece, principalmente, nas narrativas de Balaão e Balaque (Nm 23:8). Isso se da, talvez, porque Balaque cria na possibilidade da magia (fórmulas que prejudicavam ao objeto) e por querer utilizar-se desta magia.


A Maldição em Gênesis

O nome do primeiro livro da Bíblia vem da palavra hebraica berëshît, “no princípio”. Quando foi transliterada para o grego da LXX, teve o significado de “origem, fonte”. Estes nomes são perfeitamente adequados para o teor do livro. O livro trata das origens de todas as coisas. Sobre a estrutura do livro, Lasor, Hubbard e Bush, falam da seguinte forma:

“O livro tem duas partes distintas: capítulos 1-11, a história primeva, e capítulos 12-50, a história patriarcal (tecnicamente 1.1-11.26 e 11.27-50.26). Gênesis 1-11 é um prefácio à história da salvação, tratando da origem do mundo, da humanidade e do pecado. Gênesis 12-50 reconta as origens no ato de Deus escolher os patriarcas, juntamente com as promessas de terra, posteridade e aliança.”[24]

          Desta forma, o livro de Gênesis relata a origem do pecado e, diretamente ligada a ele, a origem da maldição. Nós vemos a ocorrência da maldição no capítulo 3, 4, 9, 12, 27 e 49. A primeira passagem que ocorre a palavra “maldição”, é Gn 3:14:

“Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.”

Pode-se perceber neste texto que é impossível separar a maldição do pecado. A palavra hebraica usada aqui para “maldição” é אָר֤וּ (‘arar). Portanto, o sentido aqui, é que a serpente seria “banida” de todos os animais, i. é, ela passaria a viver em um estado de inexistência de Bênçãos devido ao seu pecado e, semelhantemente, o solo (“maldita é a terra por tua causa”) seria impedido de conceder sua fertilidade ao homem, devido ao pecado deste.

De acordo com Merill, “o verbo traduzido como “amaldiçoar” (‘rr, no particípio passivo defectivo) funciona como meio de intimidação e como julgamento, sendo o último o caso aqui”[25]. É como diz Kaiser: “Em cada caso foi declarada a razão da maldição: (1) Satanás logrou a mulher; (2) a mulher escutou a serpente; e (3) o homem escutou a mulher – ninguém escutou a Deus.”[26]

A maldição no Genesis é consequência da rebeldia do homem em relação ao Criador. Nas palavras de Zuck, “Genesis 1 a 11 descreve como a rebelião do gênero humano interrompeu a ordem criada, trazendo como consequência maldição, morte e discórdia societária”[27].

Da mesma forma, Caim foi “maldito desde a terra” (4:11), ou seja, “banido de usufruir de sua produtividade”[28], ou melhor, “os labores de Caim como agricultor seriam vãos; portanto, ele teria de andar pela terra como um vagabundo”[29] , e essa maldição foi consequência de seu pecado, o homicídio. Da mesma maneira, Canaã tornou-se maldito (Gn 9:25); ou seja, foi colocado em um estado inferior (como diz Davidson: “talvez significasse a subjugação final dos cananeus a Israel”[30]), por ter participado vulgarmente do triste incidente.

Em Gn 12: 3, essa ideia também é expressa. Deus diz a Abraão que abençoaria o que o abençoassem e amaldiçoaria aos que o amaldiçoassem. A maldição (‘arar) de Deus; i, é, o estado de inexistência de Bênçãos, alcançaria aqueles que desejassem, e expressassem em palavras, esse estado para Abraão.

Nesse mesmo contexto, é importante notar-se o entendimento que Jacó tinha desta ligação do pecado com a maldição. Em Gênesis 27: 11,12, vê-se o estratagema de Jacó e sua mãe para usurpar a bênção de Esaú. Receoso, Jacó diz à sua mãe: “Dar-se-á o caso de meu pai me apalpar, e passarei a seus olhos por zombador; assim, trarei sobre mim maldição e não bênção. ” A palavra hebraica traduzida aqui como maldição é qelälâ. Como já vimos, a ideia básica desta palavra é a ausência de um estado abençoado e o rebaixamento a um estado inferior. Assim, Jacó tinha receio que suas maquinações lhe provocassem um estado imediatamente inferior do estado de Bênção.

Da mesma forma, Jacó, mais à frente (Gn 49:7), expressa, ainda, este conceito, quando diz que Simeão e Levi eram malditos. É importante notar-se que este “rebaixamento” de Simeão e Levi se deu por causa do massacre que infringiram à Siquém.

Portanto, no livro de Gênesis, a maldição está diretamente ligada ao pecado e significa basicamente um estado. Estado esse que seria desfavorecido em relação ao estado anterior que era abençoado por Deus, por conseqüência da quebra do relacionamento com Ele.

A Maldição em Deuteronômio

A origem da palavra portuguesa “deuteronômio” remonta à expressão hebráica  אֵ֣לֶּה הַ·דְּבָרִ֗ים (‘ëlleh haddebärîm), “são estas as palavras”, que inicia o livro (Dt 1.1). Esta expressão hebráica foi transliterada para a palavra grega “deuteronomion” que significa “segundo livro da lei” ou “segundo pronunciamento da lei. Assim, os tradutores intitularam este livro fazendo uma alusão clara a primeira ocorrência da lei, em Êxodo. Fizeram isso por que o conteúdo do livro é exatamente esse. Em Êxodo, Levítico e Números as leis foram promulgadas, agora, prestes a entrar em Canaã, a lei estava sendo recapitulada.

Pensando assim, o livro de Deuteronômio tem sido dividido em três discursos. Carlos Oswaldo[31] divide o livro em cinco partes, dentre as quais estão enfatizados os três discursos de Moisés:

O primeiro discurso de Moisés – Prólogo histórico

O segundo discurso de Moisés – estipulações da aliança

O Terceiro discurso de Moisés – ratificação da aliança

O teor de todo o livro de Deuteronômio é a relação de suserania e vassalagem entre Javé e o povo de Israel. Essa relação prevê promessas de benefícios ao povo, caso a aliança fosse mantida, e advertências, no caso de quebra da aliança por parte do povo.

Tendo isso em vista, o livro de Deuteronômio se constitui a base para a exortação profética de fidelidade do povo. Pinto expressa bem a ideia central de Deuteronômio da seguinte forma:

Um amor leal a Yahweh, expresso em obediência à aliança, é o requisito essencial para a prosperidade e a permanência na terra prometida[32].

Nesse contexto, Moisés em seu primeiro discurso (1.6-4.43), exorta o povo à fidelidade, tendo em vista o caráter de Yahweh revelado em diversas ocasiões da peregrinação de Israel, como a destruição daqueles que seguiram a Baal-Peor (Dt 4.3) e a reunião do povo em torno do monte Horebe (Dt 4.10).

Assim, a lei é o tema dominante em todo o livro. No entanto, diretamente ligado a este assunto, pode-se ver os subtemas: bênção e maldição. A maldição está presente nos capítulos 11, 27, 28, 29 e 30. É importante ressaltar que em todas essas ocorrências, a maldição está diretamente ligada com a lei. No capítulo 11: 26-28, o autor adverte:

“Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

No capítulo 27, inicia-se uma série de instruções sobre as cerimônias de bênçãos e maldições. Seis tribos deveriam subir ao monte Gezirim e as outras seis deveriam subir no monte Ebal. As primeiras realizariam um ritual de Bênção e as outras realizariam um ritual de maldição. A lista de maldições era constituídas por doze declarações. Todas, iniciavam da forma como se segue: “maldito o homem..” ou “maldito aquele…”. Esta expressão tem o propósito de revelar o estado decorrente da quebra de mandamentos espirituais, sociais e sexuais.

No capítulo 28 têm-se relatado algo semelhante ao capítulo imediatamente anterior: o estado decorrente da desobediência da lei. Paul Hoff comenta sobre estas maldições da seguinte forma: “A obediência traria bênçãos e a desobediência acarretaria em maldição… A desobediência traia as seguintes maldições (28: 15-68):

1) Maldições pessoais (16-20);

2) Peste (21,22);

3) Estiagem (23,24);

4) Derrota nas guerras (25-33);

5) Praga (27,28,35);

6) Calamidade (29);

7) Cativeiro (36-46);

8) Invasões dos inimigos (45-47);

a. Devastação da terra, 47-52 (cumpriu-se na invasão dos assírios e babilônicos)

b. Canibalismo em tempo do cerco, 53-57 (cf. II Rs 6:28; Lm 2:20).

9) Pragas (58-62);

10) Dispersão entre as nações (63-68).”[33]

Nos capítulos 29 e 30 também vemos a mesma proposta dos capítulos anteriores; i, é, a bênção para os obedientes e a maldição para aqueles que quebrarem a aliança.

Pode-se notar, portanto, que a maldição no livro de Deuteronômio é um estado de ausência de bênção, decorrente da quebra dos mandamentos da aliança. Assim, maldição é consequência. É a “perda da presença e favor especiais de Deus… e a perda da condição de povo do reino de Deus.”[34] Merrill concorda com isso e comenta: “as passagens de maldição dos livros de Levítico e de Deuteronômio (expandidas e explicadas pelos profetas) falam das terríveis consequências que Israel sofreria se transgredisse a aliança com o Senhor”[35].

A Maldição nos Livros Proféticos

Falando em uma perspectiva histórica, os livros históricos do Antigo Testamento contêm a história da ascensão e queda de Israel. Os livros poéticos pertencem a era dourada Judáica. Já, os livros proféticos estão inseridos nos dias da queda de Israel.

Os livros proféticos são 17, contendo 16 autores. Desses 16 autores, 13 relacionaram-se com o período de destruição da nação hebráica e 3 com a restauração da mesma.

O período dos profetas cobriu por volta de 400 anos, de 800 a 400 a.C. Iniciou-se com a apostasia das dez tribos ao término do reinado de Salomão. O Reino do Norte adotou, como religião oficial, o culto ao bezerro (uma estratégia política) e logo depois somaram ao culto a Baal, consequentemente deixando o culto a Javé. O ápice desta apostasia e o acontecimento central deste período foi a destruição de Jerusalém. Diretamente relacionados a este acontecimento estiveram 7 dos 16 profetas.

O papel dos profetas estava diretamente ligado a aliança mosaica. Seu papel era alertar ao povo de Israel a respeito da quebra da aliança e os consequentes sofrimentos que isso acarretaria. “Ele era principalmente um mensageiro de Deus enviado para trazer o povo de volta à aliança com Javé”[36]. De acordo com Fee e Stuart, as profecias tinha mais a ver com a aliança do que com predições. Os profetas eram “mediadores para fazer cumprir a aliança”[37].

Por vezes, os profetas não se limitaram somente a Israel, mas também às as nações. Este haviam infringido as leis de Deus e agora estavam sendo exortados a arrepender-se e, se não o fizessem, estariam a mercê do julgamento divino.

A palavra “maldição” e seus derivados, encontra-se em 25 capítulos dos livros proféticos. É relevante notar-se que em todas essas referências, a maldição possui o mesmo significado que possui em Gênesis e Deuteronômio; i, é, um estado de ausência de Bênçãos por consequência do pecado.

Isaías

Assim, Isaías profetizando contra Tiro, afirma:

“Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão” ( Is 24:6).

Jeremias

Profetizando contra Israel, Jeremias alerta a respeito da quebra da aliança, da decorrente maldição e os sofrimentos que ela traz. Ele afirma:

“Porque a terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina; os pastos do deserto se secam; pois a carreira dos adúlteros é má, e a sua força não é reta.” (Jr 23:10).

Daniel

Também neste mesmo teor, pode-se ver Daniel chegando à conclusão do motivo do sofrimento da nação:

“Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti ” ( Dn 9:11).

Zacarias

Zacarias também expressa o mesmo pensamento quando diz que a maldição alcançará todo aquele que não guardar toda a lei ( Zc 5:3), e, também, Malaquias, quando diz que os sacerdotes seriam infligidos pela maldição por não temerem ao Nome de Javé ( Ml 2:1).

Portanto, no Antigo Testamento, como vimos em Genesis, Deuteronomio e nos livros proféticos, a maldição não é como creem os mestres da maldição hereditária. A maldição no Antigo Testamento está ligada diretamente com a desobediência à lei de Deus. Esta maldição é o estado a que se chegou por ter-se rebelado contra Javé.

Se o entendimento sobre maldição, conforme ensinado pelos mestres da maldição hereditária não vem das Escrituras, de onde vem? No próximo post verificaremos o conceito de Maldição nas culturas antigas.

Pr. Nelson Galvão

         Sola Scriptura

Parte 2 – Maldição Hereditária: Cristianismo ou paganismo? Parte 3 – Não consigo deixar o pecado, sou vítima de uma maldição? Parte final – A culpa é de Cabral?


[1]Apostila Rhema. Vol. 2B, p. 153


[2]Ibid, p. 153


[3]Apostila Rhema. Módulo 1, p. 153


[4]Apostila Rhema. Módulo 2, p. 325


[5]Rebecca Brow – Maldições Não Quebradas – p. 5


[6]Neuza Itioka- Curso Sobre Batalha Espiritual- p. 31. Obra não publicada


[7]Rebecca Brown – Maldições não Quebradas – p. 21


[8] Robson Rodovalho- Quebrando As Maldições Hereditárias- Koinonia Edit., p. 10


[9]Rebecca Brown – Maldições não Quebradas – p. 25


[10] Ibid. p. 26

[11] Ibid. p. 43


[12] Jorge Linhares – Bênção e Maldição – p. 41


[13] Rebecca Brown -Maldições não quebradas- p. 40


[14] Ibid. p. 40


[15] Jorge Linhares. Bênção e Maldição. p. 16


[16] Hank Hanegraaff. Cristianismo Em Crise. Op. Cit. p. 278


[17] Missão Evangélica Shekinah- Preparação de ministradores na área de libertação e cura interior. p.59 Obra não publicada


[18] J. D. Douglas – O Novo dicionário da Biblia – pág. 978


[19] Rebecca Brown – Maldições não quebradas – pág. 83


[20] Ibid. p. 95


[21] HARRIS et al. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento – p. 126


[22] Ibid. p. 126

[23] Ibid. p. 1346


[24] LASOR et al. Introdução ao Antigo Testamento. p. 16


[25]Eugene H. Merrill. Teologia do Antigo testamento. p. 208


[26] Walter C. Kaiser, Jr – Teologia do Antigo Testamento – p. 80


[27]Roy B. Zuck. Teologia do Antigo Testamento. p. 599


[28] HARRIS et al. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. p. 126.


[29] F. Davidson – O Novo Comentário da Bíblia – p. 883


[30] Ibid. p. 93

[31] PINTO, Carlos Oswaldo. Foco e desenvolvimento no Antigo Testamento. p. 123


[32]Ibid, p. 164


[33] Paul Hoff – O Pentateuco – p. 239


[34] J. J. Von Allmen – Vocabulário Bíblico – p. 235


[35]Eugene H. Merrill. Teologia do Antigo Testamento. p . 397


[36]Grant R. Osborne. Esperal Hermenêutica. p. 333


[37]Stuart e Fee. Entendes o que les. p. 221.



Nelson é casado com Simone desde 1997 e eles têm um filho. Ele é formado em História e Teologia, pós-graduado em Administração Escolar e mestre em Educação (PUC-SP). Atualmente faz mestrado em Teologia do Novo Testamento no Seminário Bíblico Palavra da Vida- Atibaia, SP. 

É pastor interino da Igreja Batista Sião (São José dos Campos-SP) e atua como diretor acadêmico do ministério Pregue a Palavra. 

Atua ainda como coordenador do grupo do Pregue a Palavra de Cuba e como professor convidado da Escola de Pastores PIBA.

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Proverbios 31:26