• Equipe Mulher da Palavra

Tornando-se uma mulher de discernimento. PARTE 4. por Nancy Demoss Wolgemuth



O Fruto da Mulher Tola

Quando chegamos ao fim de Provérbios 7, vemos um impacto enorme da mulher tola sobre os outros, particularmente sobre os homens:

“Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos”. (v.26)

As feministas descrevem as mulheres como vítimas oprimidas. Não há dúvidas de que isto é verdade em alguns cenários e culturas. Entretanto, estas situações, não importa quão sérias, não aliviam a responsabilidade se somos, de algum modo, culpadas. Nenhum fracasso da parte dos homens pode nos livrar da responsabilidade por nosso comportamento e por nossa influência sobre os homens, assim como toda nossa cultura e a próxima geração.

A mulher tola é um instrumento para deprimir muitos homens. Ela pode fazer isso através da sedução sexual, como a mulher em Provérbios 7, ou ela pode fazê-lo de maneira mais sutil, através do desencorajamento, orgulho espiritual ou intimidação. Eu descobri que posso entrar numa reunião com um grupo de homens e em questão de segundos mudar o clima do lugar com meu espírito. Sem mesmo dizer uma palavra, posso desencorajar ou intimidar os homens ao meu redor.

Tristemente, algumas das mulheres que têm mais  conhecimento bíblico também são as que intimidam mais. Nossa geração foi abençoada com muitas oportunidades de estudos bíblicos para mulheres, mas se o nosso conhecimento nos torna não ensináveis ou difíceis de conviver, somos mulheres tolas. Já ouvi homens dizerem “Não posso liderar minha esposa. Não posso liderar as mulheres em minha igreja. Elas sabem demais.” Alguns desses homens sentem como se precisassem de diplomas em teologia avançada para serem os líderes espirituais que suas esposas exigem ter. Em muitos casos, creio que isto se dá porque nossos espíritos não são ensináveis ou humildes. Como resultado disso, nós acabamos enfraquecendo os homens ao nosso redor.

Uma maneira politicamente correta de que as mulheres “deprimirem” os homens é atacá-los – fazendo “piadas sobre homem” ou comentários cortantes sobre os homens. Com certeza, é igualmente inapropriado para os homens atacarem as mulheres. Quando nós usamos palavras agudas, que diminuem e ferem – até mesmo de brincadeira – nós estamos destruindo aqueles a quem deveríamos exaltar.

“Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos.” Note que os homens mortos pela mulher tola começaram como homens fortes. Quando eu ainda era jovem, o Senhor usou esta passagem para marcar no meu coração dizendo que se eu falhar em andar como uma mulher sábia, posso ser o instrumento de destruição de qualquer homem, por mais forte que este seja. Esta foi uma descoberta reveladora para mim. Até mesmo homens que são espiritualmente maduros podem ser derrubados – controlados, feridos e destruídos – por uma mulher tola.

Ao ler esta passagem, fico imaginando quantos homens, feridos ou fortes, eu deprimi – talvez não moralmente, mas espiritualmente. Quantos homens desencorajei ou intimidei?

Nosso chamado para com os homens que Deus colocou em nossas vidas é ser uma líder de torcida, erguer nossas mãos e orar por eles. Sim, eles têm fraquezas, assim como nós; mas precisamos encorajá-los, orar e confiar em Deus para fazê-los poderosos homens de Deus. Este é nosso chamado supremo e sagrado.

“A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte”. (v.27)

As consequências de não conseguirem ser mulheres sábias são mortais. Quando somos tentados pelos prazeres imediatos de falar muito livremente, deixando nossas emoções e nossas línguas correrem soltas, ou permitirmos que nosso comportamento torne-se descuidado ou sem restrições, precisamos considerar as consequências a longo prazo de nossas escolhas.

Há algum tempo atrás, recebi um e-mail de uma mulher que me ouvira ensinar sobre a mulher tola em Provérbios 7. Neste caso, o homem que ela destruíra tinha sido seu próprio marido, que a deixara por outra mulher. Ela admitiu que seu coração nunca esteve de fato em casa. Ela havia amado seu trabalho mais do que sua família e tinha falhado em cumprir suas responsabilidades dadas por Deus para com seu lar e sua família. Agora, ela vivia com as consequências letais de sua tolice.

Eu sou a imagem da mulher tola que você descreveu. Várias vezes, desde a infância, eu fui esta mulher tola a adúltera. Eu agora vejo as consequências trágicas que desaguaram sobre meu marido e nosso casamento. Eu também plantei sementes perversas em nossa preciosa filha.

Eu enfraqueci meu marido por causa de minhas palavras e ações egoístas, arrogantes, manipuladoras e intimidadoras. Ele foi terrivelmente ferido por minha causa.

Eu o levei até o nível mais baixo do inferno por causa de meus caminhos ímpios e intencionais. Hoje ele levou para a igreja com ele a esposa de outro homem. Como foi que eu levei um homem tão maravilhoso a fazer algo tão terrível diante de Deus?

Que Deus me ajude. Eu vejo o quão errada eu estive. Eu confio em Sua Palavra para a cura, limpeza e restauração de meu coração vil.

Deus trouxe esta mulher e seu marido ao arrependimento e está restaurando o seu casamento. Que alegria ver esta mulher que antes era tão tola tornar-se uma mulher de Deus. Minha oração é que Deus faça de mim uma mulher sábia que edifica sua casa para a Sua glória.

Leve Pro Lado Pessoal

As perguntas a seguir (algumas para mulheres casadas, algumas para casadas e solteiras) foram criadas para nos ajudar a reconhecer as maneiras pelas quais podemos ser tolas e nos encorajar a considerar maneiras práticas pelas quais nos tornemos mulheres sábias e virtuosas.

1. Estou edificando minha casa – lar, ambiente de trabalho, igreja – ou derrubando-a?

2. Estou investindo em meu casamento? Estou nutrindo o coração do meu casamento?

3. Eu frequentemente expresso admiração e gratidão para com meu marido?

4. Estou reservando o melhor da minha energia física e emocional para minha família?

5. Estou criando um clima (através das palavras, ações e atitudes) que fazem meu marido querer estar em casa?

6. Estou contente em estar “em casa”? Estou encontrando minha satisfação em reverenciar e servir meu marido e família?

7. Eu reservo a comunicação íntima, olhares, palavras e toque para meu marido? Estou dando minhas emoções, atenção e afeição para outro que não meu marido?

8. Estou atendendo as necessidades sexuais do meu marido?

9. Sou confiável? Há qualquer comportamento ou relacionamento que eu esteja envolvida que estou escondendo do meu marido? Tenho sido totalmente honesta com ele?

10. Meu marido tem liberdade de ser totalmente honesto comigo?

11. Estou abrigando pensamentos sensuais através da mídia, livros, revistas, programas de TV, música, filmes ou sites que não sejam moralmente puros?

12. Será que me tornei “um refúgio” para um homem que esteja lutando com problemas no seu casamento?

13. Estou olhando para outro homem que não meu marido (pastor, conselheiro, colega) para ser a primeira fonte de conselho ou preencher um vácuo emocional em minha vida?

14. Eu tenho um relacionamento mais íntimo – física, emocional ou espiritualmente – com qualquer homem que não meu marido?

15. Meu comportamento tende a ser “barulhento e desafiador” ou eu comunico um espírito manso, quieto e submisso?

16. Eu sou um “muro” ou uma “porta” (Cantares 8.9)? Sou uma mulher imoral? Eu comunico aos homens ao meu redor que estou disponível? Meu comportamento os convida a “participar” das partes íntimas do meu corpo, alma ou espírito? Eu entro em jogos de flerte verbal, de olhares ou comportamento?

17. Há algo em meu discurso, ações, vestimenta ou atitudes que possam defraudar os homens ao meu redor?

18. Sou discreta e recatada no modo como eu falo com os homens no trabalho? Minha conversa é imoral, grosseira ou inapropriada para uma mulher de Deus? Estou expressando admiração por algum homem que seria mais apropriada vindo de sua esposa?

19. Meu modo de vestir ajuda os homens a manterem seus pensamentos puros e centrados em Cristo? É feminino e modesto?

20. Eu ergui (e mantenho) limites adequados em meu relacionamento com os homens? Que limites são estes?

21. Estou em alguma situação atual que seja ou pode vir a ser comprometedora? Estou numa situação que pode parecer aos outros desta forma?

22. Meu marido, assim como outros homens que me conhecem, diriam que sou uma mulher de virtude e pureza moral?

23. Eu coloquei em meu coração ser moralmente pura? Eu faço de mim mesma a responsável diante de meu marido e de outras mulheres pela minha caminhada com Deus e com os outros?

Pai, como eu lhe agradeço por nos dar Sua Palavra e nos ensinar a viver como mulheres sábias nesta era sem Deus. Confessamos que temos sido tolas. Por favor, sonde os nossos corações e nos mostre qualquer caminho tolo que possa encontrar, para que possamos nos arrepender e voltar para Cristo, que é nossa sabedoria e nossa justiça. Livra-nos, ó Deus, de nossa tolice. E levante em nossos dias mulheres – mulheres santas, mulheres que confiam no Senhor, mulheres sábias que edificam suas casas. Nos rendemos de novo ao Senhor. Que nossas vidas possam trazer Sua glória e cumprir Seus propósitos aqui na terra. No nome de Jesus, amém.

Nancy Demoss Wolgemuth

Fonte: Revive our hearts. Website: reviveourhearts.com.

Traduzido com permissão. 

Título original:  Becoming Woman Discretion


Tradução: Viviane Andrade

Consulte aqui os demais textos dessa série:

Tornando-se uma mulher de discernimento. Parte 1

Tornando-se uma mulher de discernimento. Parte 2

Tornando-se uma mulher de discernimento. Parte 3



Nancy Leigh DeMoss é apresentadora de dois programas de rádio nos Estados Unidos: Revive Our Hearts [Aviva nossos corações] e Seeking Him [Buscando a Deus]. Seus livros já venderam mais de um milhão de cópias. Tem trabalhado desde 1980 na organização cristã Life Action Ministries. Também é organizadora do livro Mulher Cristã: repensando o papel da mulher à luz da Bíblia, publicado por Vida Nova.

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"FALA COM SABEDORIA E ENSINA COM AMOR."

Proverbios 31:26